TAM vai sumir

TAM e LAN vão operar com marca única

MARIANA BARBOSA
DE ENVIADA ESPECIAL A SANTIAGO

As companhias aéreas LAN e TAM vão operar sob uma única marca. O anúncio será feito nas próximas semanas, e a estimativa é que dentro de um ano e meio o passageiro não perceba mais diferença ao embarcar em um voo de uma ou de outra empresa.

Em uma entrevista na sede do Grupo Latam, em Santiago do Chile, o presidente-executivo do grupo, Enrique Cueto, disse que a nova marca pode ser tanto a junção dos nomes das empresas chilena e brasileira quanto um nome completamente diferente.

O que é certo é que está descartada a manutenção das duas bandeiras, como aconteceu na fusão da Air France com a KLM ou na compra da Iberia pela British Airways.

Outra hipótese rechaçada é a de renomear a TAM como LAN Brasil, a exemplo do que a LAN faz com suas subsidiárias na América Latina (LAN Peru, LAN Argentina etc.). A nova marca está sendo elaborada em conjunto com a consultoria Interbrand.

(…)

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TAM na oneworld… em 2014

A Latam finalmente decidiu a aliança de empresas que vai integrar. Entre a Star Alliance, da TAM, e a oneworld, da LAN, o grupo escolheu a segunda. Mas a integração da TAM à oneworld só vai ocorrer no segundo trimestre de 2014. Até lá, segundo a TAM, “nada muda” em relação à participação na Star Alliance. É esperar para ver.

Uma definição era esperada desde maio de 2012.


Sistemas infalíveis

Matéria de hoje da Agência Brasil:

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O sistema usado no check in da companhia aérea TAM, no Aeroporto de Congonhas, apresentou problemas por mais de 3 horas na manhã de hoje (15), e as impressões dos cartões de embarque e etiquetas de bagagem precisaram ser feitas manualmente. O problema foi detectado por volta das 5h e solucionado pouco depois das 8h. O reflexo é que até as 10h ainda havia grandes filas nos guichês da companhia aérea.

Segundo nota divulgada há pouco pela empresa, o sistema Amadeus (usado nos procedimentos de embarque), que sofreu uma instabilidade no início da manhã desta segunda-feira (15), voltou a operar normalmente desde as 8h25. A Tam informa que o problema, ocorrido em todos os aeroportos do mundo em que a empresa opera, já solucionado e “deve impactar na pontualidade da malha da companhia durante o dia de hoje”.

Segundo o comunicado, a TAM está prestando toda a assistência necessária aos clientes e lamenta os inconvenientes causados pela situação.


Vôo de oito horas (em solo)

Matéria de hoje do iG:

Passageiros são obrigados a ficar 8 horas dentro de avião em Cumbica

Partida estava prevista para as 22h50 de quarta-feira (29), mas só decolou hoje às 6h37. “Manutenção não programada” da aeronave causou atraso

O voo 8084 da companhia aérea TAM, com destino a Londres, na Inglaterra, decolocou com quase oito horas de atraso do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Segundo a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o voo estava previsto para as 22h50 de quarta-feira (29), porém só decolou às 6h37 de hoje. Durante todo esse período, os passageiros foram obrigados pela companhia aérea a ficar na aeronave.

Segundo a assessoria de imprensa da TAM, o atraso ocorreu devido a uma “manutenção não programada da aeronave”. De acordo com a companhia, os passageiros receberam alimentação a bordo e aqueles com conexão na Europa foram reacomodados em outros voos da empresa.

O ato de impedir a saída dos passageiros foi explicado pela TAM como “procedimento normal em situações de atraso”. “Como a qualquer momento o piloto poderia receber permissão para decolar, os passageiros que escolhessem deixar a aeronave ficariam no solo”, explicou a assessoria.

Leia a íntegra da nota da TAM:

“A TAM Linhas Aéreas informa que o voo JJ8084 (Guarulhos-SP / Londres) com decolagem prevista para às 22h50 de ontem (29), sofreu atraso devido a uma uma manutenção não programada da aeronave. O voo partiu às 06h15 desta manhã e a chegada na Inglaterra está prevista para às 17h25 (horário de Brasília). Os passageiros receberam alimentação a bordo e aqueles com conexão na Europa foram reacomodados em outros voos da companhia, via Paris-França e Frankfurt-Alemanha. A TAM lamenta os transtornos causados aos clientes”.


Start spreading the news

Matéria de hoje do site do Globo:

TAM deixa passageiros sem voo e comida na madrugada

Cerca de 300 pessoas estão há mais de 12 horas aguardando embarque para Nova York

ATHOS MOURA

RIO – Cerca de 300 passageiros tiveram seus direitos básicos desrespeitados, na madrugada desta quarta-feira, após o cancelamento do voo 8078 da TAM, que deveria decolar para Nova York às 23h05m desta terça-feira. Às 10h45m desta quarta-feira, o grupo ainda aguardava no saguão da sala de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo os próprios passageiros, funcionários da companhia teriam afirmado que esse voo e outros dois, para Paris e Londres, atrasariam porque a empresa responsável pela entrega dos alimentos não tinha providenciado as refeições que seriam servidas durante a viagem.

Quando a alimentação chegou, trouxe junto outro problema. Com o atraso provocado pela empresa de serviço de bordo, a carga horária da tripulação seria extrapolada. Os passageiros que iriam para França e Inglaterra conseguiram embarcar, pois havia tripulação reserva. Já o voo para Nova York foi cancelado. Devio à confusão, os passageiros passaram a madrugada sem comer:

– O restaurante só abriu às 6h. Tem criança, idoso. Às 3h, um funcionário da companhia informou que não tinha hotel disponível para acomodar os passageiros. Passamos a noite acampados no aeroporto – disse Carla Costa, que espera embarcar para Nova York.

Por lei, após duas horas de atraso é obrigação da empresa aérea fornecer comida aos clientes, e, após quatro horas, hospedagem. Contudo, nada disso foi providenciado.

No meio da madrugada, foi informado que o voo decolaria às 11h desta quarta-feira, com doze horas de atraso, o que não ocorreu. Todos, após já terem feito o primeiro check-in entre 19h e 21h, e depois de saberem do cancelamento do voo, precisaram novamente entrar na fila para despachar suas bagagens.

E os problemas continuaram a surgir. Os atendentes da TAM marcaram os assentos do novo voo aleatoriamente. Um casal de Porto Alegre, de férias com os filhos, estava no aeroporto desde as 15h de terça-feira e não aceitou essa alteração. O médico Marcelo Caldeira, de 49 anos, reclamou que pagou por passagens mais caras para a sua família eacabou alocado em outras poltronas.

– Essa é a nossa viagem de férias e já começa dessa maneira. Eu paguei mais caro para que eu, minha mulher e meus filhos viajássemos juntos e agora querem nos separar. E o atendente ainda nos disse que, caso não aceite essa opção, tenho o direito de não embarcar. Ou seja, a empresa começa a fazer errado e, ao invés de tentar ajeitar, prefere continuar errando – alegou o médico gaúcho.

O produtor de cinema Rômulo Marinho, que viaja a Nova York para participar do pré-lançamento do filme “Lula, o filho do Brasil”, também se sentiu desrespeitado e procurou o guichê do Tribunal de Justiça no aeroporto, mas não conseguiu dar entrada numa ação contra a TAM, pois o sistema não estava disponível.

A falta de um posto da Agência Nacional de Avião Civil (Anac) no aeroporto também foi motivo de críticas dos passageiros. O advogado Paulo Franco e sua filha de 12 anos fizeram seu primeiro check-in às 19h . Ele criticou a falta de infraestrutura no aeroporto para estas situações:

– Não existe um posto da Anac no aeroporto Internacional. Isso é um absurdo. Como posso reclamar oficialmente? Os atendentes da TAM me dizem que não há hotéis disponíveis na cidade. Como não existe hotel? Imagina na Copa e nas Olimpíadas – protestou Franco.

A assessoria de imprensa da TAM informou que o cancelamento do voo foi causado pelo atraso na entrega do serviço de bordo. Segundo a companhia aérea, esse foi o primeiro dia da empresa contratada e houve problemas de logística. Sobre a falta de suporte aos passageiros, a empresa disse que, por volta das 5h30m, foi servido um café da manhã. Porém, segundo os próprios passageiros, a refeição foi insuficiente para todos. Eles contaram que, ao chegarem ao restaurante, encontraram apenas poucas frutas.


Latam Fidelidade

O Cade finalmente aprovou a fusão entre TAM e LAN. A pergunta é se a Latam vai continuar “melhorando” o programa de fidelidade.


Justiça barra abusos

Mais uma matéria interessante, do Correio Braziliense, sobre gente que recorre à Justiça contra os abusos dos programas de milhagem:

Justiça barra abusos contra os clientes que usam milhas para viajar

O Judiciário está barrando os abusos cometidos pelas empresas que administram programas de milhagem para aquisição de passagens aéreas. A retenção indevida de milhas devido ao cancelamento de cartão de crédito ou por adiamento da viagem, por exemplo, viola o Código de Defesa do Consumidor, no entendimento dos magistrados. Os consumidores que vão atrás dos seus direitos têm vencido os processos na Justiça.

“Muitas pessoas que participam desses programas de milhagens não reclamam por falta de informação e porque acham que elas são bônus concedidos pelas empresas, como se fosse um brinde, mas não são. O preço está embutido na passagem adquirida, nos produtos comprados com cartões de crédito ou em qualquer outro que deu direito ao recebimento das milhas. O consumidor paga por isso”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin.

Para o Judiciário, a cláusula dos contratos que prevê perda automática dos pontos acumulados quando ocorre o cancelamento dos cartões de crédito, mesmo por iniciativa do consumidor, é abusiva e representa vantagem excessiva para a administradora. O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, no início do ano, o crédito das milhas acumuladas por um cliente que ingressou com ação judicial. De acordo com o acórdão dos desembargadores, as milhas integram o patrimônio do cliente no exato momento em que ele paga a fatura do cartão.

O mesmo entendimento tem o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que também reconhece o direito dos usuários à devolução da taxa de embarque de bilhete de viagem cancelada, à remarcação do voo ou à devolução das milhas. De acordo com as decisões dos tribunais, os clientes têm direito a remarcar passagens dentro do prazo de um ano de validade, como ocorre nos voos adquiridos com dinheiro, mesmo que as milhas que geraram o bilhete tenham expirado antes da nova data da viagem.

Mas é preciso ficar de olho nas regras estabelecidas por alguns programas e nas taxas cobradas. O Tam Fidelidade, por exemplo, só permite remarcação de bilhetes para a América do Sul em até três meses após a sua emissão e até seis meses, no caso de voos internacionais. A taxa é de R$ 80. No Smiles, da Gol, é de R$ 50 por trecho. Os dois programas reúnem 17 milhões de clientes. Companhias estrangeiras cobram valores maiores, até US$ 250 (R$ 441).

Ofertas

Os órgãos de defesa do consumidor recomendam o acompanhamento frequente do extrato para o usuário não ter surpresas com débitos indevidos. Ele também não deve aceitar práticas que o coloquem em franca desvantagem, como a recusa da companhia em emitir nova passagem, após desistência de voo marcado. O site do Smiles, por exemplo, debita as milhas após a escolha de um voo pelo cliente, mesmo que ele não conclua os passos seguintes de pagamento da taxa de embarque com o fornecimento dos dados do cartão de crédito e o bilhete não seja emitido. Para o Ibedec, esse desconto das milhas é abusivo.

Hoje, existem no mercado várias opções para o consumidor acumular pontos e transformar em milhas e passagens, por meio de compras no cartão de crédito e de voos realizados. O Bradesco, por exemplo, tem convênio com cerca de 150 companhias aéreas para emissão on-line do bilhete, sem precisar antes transferir os pontos para o programa desejado, como exigem o Smiles e o Tam Fidelidade. Essa é uma facilidade, mas o consumidor pode ter problemas na hora de remarcar um bilhete de viagem e perder todas as milhas. Nesse caso, ele deve mover ação nos Juizados Especiais de Pequenas Causas contra o banco e a companhia aérea, por exigência de taxas abusivas para marcar nova data ou recusa em restituir os pontos ou milhas.

Segundo Tardin, do Ibedec, no caso de o cliente pedir a restituição de milhas de passagem não utilizada, pode haver o desconto de uma taxa a título de custo administrativo. Mas ela não pode ser exorbitante. “Em geral, de 10% a 20% do total das milhas utilizadas”, diz. Se o cliente, porém, optar por remarcação do voo, deve pagar apenas o encargo previsto para esse fim, desde que não seja abusivo, não podendo ter retenção de milhas conjuntamente, assegura.

O advogado Thiago Azevedo, da associação de defesa do consumidor Proteste, alerta ainda que as empresas não podem dificultar o acesso a vagas reservadas com o uso de milhas, o que ocorre com frequência, com disponibilidade pequena de assentos nos voos. “Isso significa descumprimento da oferta”, afirma. Nesse caso, o usuário deve procurar ajuda em alguma entidade de defesa do consumidor.

Problemas

O bancário Flavio Andrade de Oliveira, 34 anos, é cuidadoso em relação às suas milhas. Ele concentra todas as compras em um único cartão de crédito, transfere com frequência os pontos adquiridos para a companhia aérea e procura reservar a passagem com seis meses de antecedência. Mesmo assim, enfrenta problemas. Integrante dos programas de milhagem Tam Fidelidade e Smiles, Oliveira diz que as duas empresas demoram para contabilizar pontos de companhias parceiras.

“Sempre tenho que reclamar e ligar para a central e ficar horas pendurado no telefone até resolver o problema”, comenta. O bancário conta que tentou marcar recentemente uma passagem com milhas pela Tam, disponível no site, mas não conseguiu completar a operação. O assento disponível tinha desaparecido. “Passei mais de duas horas no telefone para fazer reclamações e, somente depois de muita insistência, eles disseram que eu poderia comprar a passagem com milhas em caráter excepcional. Era um direito que eu tinha e parecia que eles estavam me fazendo um favor”, lamenta.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por regulamentar e fiscalizar o serviço de transporte aéreo no país, informou que não tem autoridade para punir ou multar as empresas que cometem abusos. A orientação do órgão para o consumidor que se sentir lesado é se queixar no Procon e nos Juizados Especiais dos aeroportos.